Quarta-feira, Maio 23, 2007
Devaneios existenciais sem nenhuma lógica
É difícil ter tanta coisa a dizer e não saber por onde começar, nem para quem falar. Ter sentimentos a expressar e não demonstrar. Fingir que nada está acontecendo, quando a alma pede por atenção.
O vazio pressiona o peito, e as lágrimas não derramadas afogam a razão. Mesmo assim, a verdade está trancada no fundo do meu ser. Tanto que às vezes eu mesma a desconheço.
Os dias acontecem e nem sempre tomo conhecimento deles. Na verdade, já não analiso mais os acontecimentos. Apenas vivo-os. Não me arrependo de nada porque não pré julguei nada. Mas nem tudo é um mar de rosas nas experiências que a vida apresenta.
Um dia é pura alegria que embriaga. Outro é tristeza que amortiza. Ainda há aqueles em que o tédio narcotiza. Viver é mais que uma especulação; é uma aventura sem equipamentos de segurança. Mas aqui, o fatalismo é não se arriscar. É viver na mediocridade e quando se der conta, perceber que apenas sobreviveu.
Terça-feira, Junho 06, 2006
"Se continuarmos fazendo perguntas, encontraremos as respostas. Quando a resposta for curta, deus está respondendo." Albert Einstein
Perdidos e Achados
Eu acreditava que este sentimento, que não ouso nomear, já estivesse no passado. Consegui passar meses sem ao menos pensar a respeito. Mas como se pode perceber, ele ainda existe (do contrário, não estaria escrevendo sobre ele). Parece aquelas coisas que a gente esconde e depois esqueceu onde e porque escondeu, e mais ainda, esqueceu que um dia precisou esconder.
Agora estou aqui pensando à respeito, mas os pensamentos divagam porque eu só quero sentir. Sentir esta coisa boa que eu há tanto tempo não sentia. Essa coisa que me faz querer fazer poesia. Parece que o ar tem um novo cheiro e que agora respiro melhor. Sinto aquela vontade inexplicada de sorrir sem motivos, mesmo quando tudo parece ruim; uma leveza que torna a existência algo fácil e prazeirosa. Como se pela primeira vez na vida eu soubesse o que é essa tal felicidade.
Mas em meio a tudo isso, é inevitável pensar à respeito. E é inevitável voltar a me perder quando um suspiro me interromper novamente. Mais uma vez me vejo perdida em sentimentos, e mais uma vez não sei nomeá-los. Não. Essa parte é mentira. Eu sei seu nome, mas recuso-me a dizê-lo. Fazer isso com todas as letras é joga-lo no vácuo porque, ao menos no momento, não há ouvidos preparados para ouvir. Não há coração preparado para abrigá-lo.
Sexta-feira, Fevereiro 03, 2006
Prazeres da Vida
A gente tende a esperar grandes acontecimentos pra acreditar que é feliz. Mas pessoalmente, é com as "pequenas coisas" que me realizo.
Um parabéns pelo trabalho realizado; um olhar daquela pessoa, que eu percebi, mas ele não esperava ser visto; um telefonema no meio da noite pra combinar um encontro
fast no aeroporto; um reencontro com a amiga que conheço desde os 11 anos.
Não é à toa que um certo cartão de crédito conseguiu imortalizar um
slogan. Na verdade, viver não tem preço, e com o passar do tempo, a gente descobre que as loucuras valeram à pena. E todos os estresses, foras, esperas e desencontros são infinitamente compensados.
Mas só aprendemos isso quando aprendemos a escalonar nossos valores pessoais. Porque a vida é muito curta, e muito rápida. Talvez por isso a gente só perceba, ou só perceba à tempo, o que está no topo das nossas prioridades.
Enfim, viver não é fácil. A gente precisa viver o presente sem esquecer que daqui à pouco terá que encarar o futuro. Mas todos os atropelos e confusões do caminho serão compensados com a beleza de um eterno momento.
Sábado, Julho 09, 2005
Sometimes
Sometimes...
A dor doi sozinha;
Sometimes...
Chorar é a maior ambição;
Sometimes...
Reclarmar é o único alívio;
Sometimes...
Uma música diz tudo o que precisa ser dito;
Sometimes...
A distância é a maior inimiga, e o tempo o único aliado;
Sometimes...
Só resta dizer adeus;
Sometimes...
(But, only sometimes...)
A vida desvia seu curso pra que se consiga esquecer um amor.
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Falando de Fé...
Eu queria ter a fé simples das pessoas religiosas. Essa fé que não questiona nada. Não pede explicações. Que aceita tudo como dádiva ou vontade de Deus e agradece.
Sinceramente, admiro essas pessoas que conseguem viver de maneira mais leve; mais tranquila.
Mas, como muita coisa que admiro, esta realidade está muito londe de mim. Tentar entendê-las já é demais pra mim. Por isso, contento-me em admirá-las.
Acredito até que essa admiração aquete um pouco meu espírito rebelde e questionador. Que me torna inconstante e desassossegada. Isso porque nunca encontro respostas ou explicações. E quando encontro alguma, esta traz consigo novo e mais inquietante questionamento.
Pergunto-me se é por isso que para mim viver parece algo tão complicado...
Vê? Parece que tenho uma interrogação tatuada na alma! Nenhuma explicação é o bastante para mim. E esse excesso de perguntas me faz divagar, perder o foco, e quem sabe, a razão.